{"id":301,"date":"2016-04-30T00:28:54","date_gmt":"2016-04-30T00:28:54","guid":{"rendered":"http:\/\/afromoon.com\/wp\/?p=301"},"modified":"2016-08-18T11:58:17","modified_gmt":"2016-08-18T11:58:17","slug":"segundas-de-maio-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/afromoon.com\/wp\/segundas-de-maio-cinema\/","title":{"rendered":"Segundas de Maio &#8211; Cinema"},"content":{"rendered":"<p>Retrospetiva &#8211; Flora Gomes &#8211; Um Olhar Guineense<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<div id=\"attachment_302\" style=\"width: 940px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-302\" class=\"size-full wp-image-302\" src=\"http:\/\/afromoon.com\/wp\/wp-content\/uploads\/flora-gomes.jpg\" alt=\"Flora Gomes\" width=\"930\" height=\"523\" srcset=\"https:\/\/afromoon.com\/wp\/wp-content\/uploads\/flora-gomes.jpg 930w, https:\/\/afromoon.com\/wp\/wp-content\/uploads\/flora-gomes-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 930px) 100vw, 930px\" \/><p id=\"caption-attachment-302\" class=\"wp-caption-text\">Flora Gomes<\/p><\/div>\n<p>Novo ciclo de cinema africano na FLUL, a n\u00e3o perder. Come\u00e7a j\u00e1 na pr\u00f3xima segunda com Mortu Nega e a presen\u00e7a do realizador a quem a retrospectiva \u00e9 dedicada, Flora Gomes.<\/p>\n<h2>5 Segundas | 5 Filmes de Flora Gomes<\/h2>\n<h2><strong>Programa:<\/strong><\/h2>\n<h3><strong>Dia 2 de Maio: Mortu Nega (1988)<\/strong>, 1:32 | Com a presen\u00e7a do realizador<\/h3>\n<p>Mortu Nega que significa Morte Negada, \u00e9 um filme hist\u00f3rico de 1988, a primeira longa-metragem do realizador. Retrata, de modo expressivo e tocante, as viv\u00eancias da Guerra de Independ\u00eancia da Guin\u00e9-Bissau, fundindo hist\u00f3ria contempor\u00e2nea com mitologia africana.<\/p>\n<p>&#8211; Ano de 1973. Diminga acompanha um grupo de guerrilheiros camuflados que, no meio do mato, percorre os trilhos usados para levar abastecimentos de Conakri para a frente de combate, onde luta o seu marido, Saco. D\u00e1-se conta que o pa\u00eds que atravessa \u00e9 terra queimada. H\u00e1 morte por todo o lado, mas a esperan\u00e7a mant\u00e9m-na bem viva. No acampamento onde Saco se encontra, mal tem tempo para estar com ele. Progride a luta dos revoltosos, a certeza da vit\u00f3ria comanda.<\/p>\n<p>1977. A guerra terminou. Mas n\u00e3o chega verdadeiramente a terminar. \u00c9 certo que, onde Diminga vive, por entre l\u00e1grimas, h\u00e1 grandes manifesta\u00e7\u00f5es de alegria. Mas a seca impera, ela tem o marido doente e outra luta come\u00e7a. T\u00e3o dura \u00e9 a realidade que s\u00f3 o poder dos deuses, os velhos deuses da terra, lhe poder\u00e1 valer.<\/p>\n<p>O filme, nas palavras do seu autor, \u00e9 uma par\u00e1bola africana. Conquistada a independ\u00eancia das col\u00f3nias e eliminado o colonialismo portugu\u00eas, a quest\u00e3o que se levanta \u00e9 a \u00c1frica do s\u00e9culo XXI. Uma \u00c1frica \u2013 e \u00e9 isso que Flora Gomes insinua \u2013 que \u00c1frica n\u00e3o ser\u00e1 sem as suas cren\u00e7as, os seus mitos, a sua filosofia, a sua cultura.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FO__a4ghVwE\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h3><strong>Dia 9 de Maio: Os Olhos Azuis de Yonta<\/strong> (1992), 1:35<\/h3>\n<p>Os Olhos Azuis de Yonta (em crioulo Udju azul di Yonta) \u00e9 um filme com co-produ\u00e7\u00e3o entre a Guin\u00e9-Bissau, Portugal e Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Segunda longa-metragem de Flora Gomes dando continuidade tem\u00e1tica a Mortu Nega, rev\u00ea as mesmas quest\u00f5es de fundo, as do seu pa\u00eds perante a Hist\u00f3ria. Regressa-se aos temas do trauma e da esperan\u00e7a, mas alterando o tempo do enredo, em que os mesmos problemas manifestam-se de outro modo.<\/p>\n<p>&#8211; Em modo de com\u00e9dia dram\u00e1tica, entre os pequenos nadas do medo e do desejo, temos primeiro um ser humano, aqui como em qualquer lado do mundo. Temos uma \u00abrapariga, muito bonita, apaixonada por um homem muito triste\u00bb. Temos um velho combatente, distra\u00eddo com os seus velhos ideais e seus novos neg\u00f3cios, que n\u00e3o v\u00ea o fraquinho que por ele tem a Mulata de olhos azuis. Bela como \u00e9, n\u00e3o desdenha a moda. Alheio aos estratagemas do capitalismo e aos dramas do seu pa\u00eds em rotura, um terceiro e estranho personagem existe: um jovem conterr\u00e2neo de Yonta, que lhe envia de Paris missivas rom\u00e2nticas e absurdas.<\/p>\n<p>J\u00e1 fora do tri\u00e2ngulo, a quarta personagem da hist\u00f3ria \u00e9 a cidade de Bissau. Descreve-a assim Flora Gomes: \u00abVi Bissau rejuvenescer, quase diariamente contra a vontade dela. Vi-a mudar de forma, de dimens\u00e3o de papel. Ouvi-a mudar de l\u00edngua, de sonho e de destino. Enfim, senti-a conforme o tempo passava, mudar de ritmo\u00bb.<\/p>\n<p>Mudar o ritmo africano? Por algum bom motivo com isso chocado, Flora Gomes resolve dar a ver a coisa como com\u00e9dia, ou, como outros a v\u00eaem, como melodrama rom\u00e2ntico. \u00ab\u00c1frica n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 aquela que chora, mas a que ri e chora\u00bb.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Wo2w63w1_Lg\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h3><strong>Dia 16 de Maio: P\u00f3 di Sangui<\/strong> (1996), 1:30<\/h3>\n<p>&#8211; P\u00f3 di Sangui (Pau de Sangue) \u2013 \u00e9 um filme de longa-metragem. Uma produ\u00e7\u00e3o da Guin\u00e9-Bissau, feita em co-produ\u00e7\u00e3o com Portugal, Fran\u00e7a e Tun\u00edsia.<\/p>\n<p>O tema central da obra, j\u00e1 abordado em Mortu Nega (1988), ilustra a dram\u00e1tica \u00abcontradi\u00e7\u00e3o entre tradi\u00e7\u00e3o e modernidade\u00bb no continente africano. Sendo uma fic\u00e7\u00e3o pura, a obra n\u00e3o deixa de ser uma etnofic\u00e7\u00e3o. Este \u00e9 um dos seus tra\u00e7os distintivos.<\/p>\n<p>Na aldeia de Amanh\u00e3 Lundju, sempre que nasce uma crian\u00e7a, uma \u00e1rvore \u00e9 plantada. Ser\u00e1 essa \u00e1rvore o seu esp\u00edrito. Cresce a \u00e1rvore com a crian\u00e7a. As \u00e1rvores s\u00e3o a alma da aldeia.<\/p>\n<p>Vive-se entretanto uma \u00e9poca em que muitas mais \u00e1rvores s\u00e3o abatidas do que aquelas que s\u00e3o plantadas. Tudo por culpa dos alde\u00f5es e dos madeireiros que, sem medir bem as consequ\u00eancias \u2013 e por culpa do Estado, que mais que eles n\u00e3o v\u00ea \u2013 cortam as \u00e1rvores \u00e0 toa, para fazer lenha ou mob\u00edlia.<\/p>\n<p>Du, curioso andarilho, regressa de uma das suas m\u00edsticas andan\u00e7as. Um fogo premonitor precede a sua chegada. Preocupado com aquilo que sente e com a insensatez dos outros, resolve Du pedir conselho \u00e0 sua \u00e1rvore g\u00e9mea. Por tradi\u00e7\u00e3o, ter\u00e1 de ocupar o lugar do irm\u00e3o morto, ser marido da sua mulher e pai da sua filha. Entretanto, pela calada, resolve a m\u00e3e de Du pedir por seu lado conselho tamb\u00e9m \u00e0 alma g\u00e9mea de Humi, o g\u00e9meo irm\u00e3o de seu errante filho, h\u00e1 pouco inexplicavelmente falecido.<\/p>\n<p>Come\u00e7am ent\u00e3o a acontecer coisas bizarras. Saly, a nova mulher de Du, ex-mulher do irm\u00e3o, enlouquece e apaixona-se pelo Sol. Perante o mist\u00e9rio, Calacalado, o feiticeiro, mobiliza toda a aldeia, que, conduzida por Saly, parte para o deserto em busca de resposta, numa viagem inici\u00e1tica. A partir daqui, segue-se \u00abum conto b\u00edblico revisitado por uma \u00c1frica que sonha com a Terra Prometida\u00bb (Jacques Mandelbaum, jornal Le Monde, 14\/11\/96).<\/p>\n<p>O deserto, penosamente percorrido, torna-se o espelho do futuro : \u00e9 ele a grande amea\u00e7a. Na sua travessia morrem os velhos e os fracos. Resolve Du por fim traz\u00ea-los de vota \u00e0 aldeia, depois de Saly parir uma crian\u00e7a no meio da desola\u00e7\u00e3o. Em Amanh\u00e3 Lundju, uma surpresa os aguarda : a resposta ser\u00e1 dada.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zTdKO6cl1lU\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h3><strong>Dia 23 de Maio: Nha Fala<\/strong> (2002), 1:50<\/h3>\n<p>&#8211; Nha Fala (A Minha Fala) \u2013 Filme de longa-metragem com co-produ\u00e7\u00e3o entre Portugal, a Fran\u00e7a e o Luxemburgo. O filme foi intitulado em Portugal A Minha Voz.<\/p>\n<p>Trata-se de uma com\u00e9dia musical protagonizada por uma linda jovem mesti\u00e7a que viola um interdito cultural. A transgress\u00e3o \u00e9 simb\u00f3lica : em vez de a levar a um confronto com a morte, leva-a a um confronto com a vida. Em vez de causar a anunciada trag\u00e9dia, torna-se acto redentor que a liberta. A trag\u00e9dia, aug\u00fario ditado pela negra condi\u00e7\u00e3o africana, \u00e9 contornada por um poder maior, que a tradi\u00e7\u00e3o subestima, reprimida pelo colonialismo: a for\u00e7a da vida.<\/p>\n<p>Depois de Os Olhos Azuis de Yonta, Nha Fala (\u00abminha voz, minha vida, meu caminho\u00bb) \u00e9 a segunda par\u00e1bola de um negro de alma branca que nega o destino que lhe foi tra\u00e7ado e se p\u00f5e a ver a quest\u00e3o sem lamento, tal como uma vez o souberam fazer, em animada \u00f3pera, os animados her\u00f3is de um animado filme: Hair.<\/p>\n<p>Falado em franc\u00eas e crioulo, Nha Fala estreia em Portugal a 25 de maio, em Fran\u00e7a a 16 de julho de 2003 e na Guin\u00e9-Bissau a 6 de mar\u00e7o de 2004.<\/p>\n<p>&#8211; Vita \u00e9 uma jovem de Bissau que decide estudar em Paris. Antes de partir, ela promete \u00e0 sua m\u00e3e que nunca ir\u00e1 cantar, j\u00e1 que uma maldi\u00e7\u00e3o familiar dita que todos os que cantarem ser\u00e3o perseguidos pela morte.<\/p>\n<p>Em Paris, Vita apaixona-se por Pierre, m\u00fasico de profiss\u00e3o. Certo dia, Pierre pede a Vita que cante no seu est\u00fadio. Ela, ignorando a promessa feita \u00e0 m\u00e3e, satisfaz o desejo do namorado, que fica admirado com a sua voz e a lan\u00e7a numa carreira musical de sucesso.<\/p>\n<p>Vita consciencializa-se das consequ\u00eancias do seu acto. Por isso, volta a Bissau para organizar o seu pr\u00f3prio funeral.<\/p>\n<p>NOTA :<\/p>\n<p>Flora Gomes recorre, assim, \u00e0s viv\u00eancias de Vita para criticar a sociedade e os valores. De in\u00edcio, \u00e9 evidenciada a severidade da igreja, que, atrav\u00e9s da figura do padre, interrompe os momentos de festa e alegria.<\/p>\n<p>No seguimento da ac\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um jogo antit\u00e9tico entre a sociedade francesa rica, mas sombria, e a sociedade guineense pobre, mas alegre e viva.<\/p>\n<p>O car\u00e1cter racista da sociedade francesa \u00e9 criticado por Flora Gomes, que d\u00e1 vida a um velho nacionalista que n\u00e3o gosta de pretos e que se vai apercebendo da irracionalidade do seu ponto de vista.<\/p>\n<p>A ac\u00e7\u00e3o fecha-se no funeral de Vita. No fundo, a vida \u00e9 um ciclo; a morte \u00e9 o regresso ao princ\u00edpio.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1XV1xHIx8B8\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h3><strong>Dia 30 de Maio: Rep\u00fablica de Mininus<\/strong> (2012), 1:18<\/h3>\n<p>A Rep\u00fablica de Mininus \u00e9 uma co-produ\u00e7\u00e3o luso-francesa sobre uma nova sociedade.<br \/>\nNum pa\u00eds em Guerra, assustados pelas trag\u00e9dias que eles pr\u00f3prios provocaram, os adultos desaparecem, abandonando as crian\u00e7as \u00e0 sua sorte. Para conseguirem sobreviver a esta nova realidade, ser\u00e3o obrigados a unir-se. E assim surge &#8220;A Rep\u00fablica di Mininus&#8221;, onde o pol\u00edcia, pol\u00edtico, m\u00e9dico, patr\u00e3o e empregado s\u00e3o apenas crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Nesta nova sociedade a uni\u00e3o, respeito e harmonia s\u00e3o palavras de ordem, mas subitamente a paz institu\u00edda \u00e9 quebrada quando cinco crian\u00e7as soldados chegam \u00e0 Rep\u00fablica di Mininus.<br \/>\nTrazem consigo passados dif\u00edceis e atitudes conturbadas, pelo qual s\u00e3o obrigados a passar por uma prova imposta pelos meninos da nova sociedade: ou se aceitam uns aos outros como um grupo, ou ter\u00e3o de partir novamente para um mundo sem esperan\u00e7a, onde a sobreviv\u00eancia \u00e9 algo que n\u00e3o existe.<br \/>\nA banda sonora \u00e9 composta pelo m\u00fasico Youssou N`Dour..<br \/>\nO filme conta com a participa\u00e7\u00e3o do ator norte-americano Danny Glover.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JLRWEe4tQJ8\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<div class=\"info-bg\">\n<b>Quando:<\/b> 2\u00aas feiras de Maio, 2016 \u00e0s 16h<br \/>\n<b>Onde:<\/b> Anfiteatro II, FLUL \u2013 Faculdade de letras da Universidade de Lisboa \u2013 Alameda da Universidade 1600-214 Lisboa<br \/>\n<b>Entrada:<\/b> Livre\n<\/div>\n<p><em><b>Actividade organizada pelo grupo CITCOM | Projecto Deslocalizar a Europa (Cultura Visual, Migra\u00e7\u00e3o e Globaliza\u00e7\u00e3o &amp; Comparando Imp\u00e9rios), em colabora\u00e7\u00e3o com o N\u00facleo de Estudos e de Estudantes Africanos e Licenciatura em Estudos Africanos da FLUL.<\/b><\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_305\" style=\"width: 710px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-305\" class=\"size-full wp-image-305\" src=\"http:\/\/afromoon.com\/wp\/wp-content\/uploads\/segundas-de-maio.jpg\" alt=\"Retrospetiva - Flora Gomes\" width=\"700\" height=\"1051\" srcset=\"https:\/\/afromoon.com\/wp\/wp-content\/uploads\/segundas-de-maio.jpg 700w, https:\/\/afromoon.com\/wp\/wp-content\/uploads\/segundas-de-maio-200x300.jpg 200w, https:\/\/afromoon.com\/wp\/wp-content\/uploads\/segundas-de-maio-682x1024.jpg 682w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><p id=\"caption-attachment-305\" class=\"wp-caption-text\">Retrospetiva &#8211; Flora Gomes<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospetiva &#8211; Flora Gomes &#8211; Um Olhar Guineense<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":302,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[19,67,50],"class_list":["post-301","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-eventos","tag-cinema","tag-guine-bissau","tag-lisboa","entry","gs-1","gs-odd","gs-even","gs-featured-content-entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/afromoon.com\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/301","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/afromoon.com\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/afromoon.com\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afromoon.com\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afromoon.com\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=301"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/afromoon.com\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/301\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":797,"href":"https:\/\/afromoon.com\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/301\/revisions\/797"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/afromoon.com\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/302"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/afromoon.com\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=301"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/afromoon.com\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=301"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/afromoon.com\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=301"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}